A Menstruação Normal

 

A menstruação normal da mulher dura, em média, 3 a 5 dias, mas consideramos normal até 7 dias, desde que o fluxo não seja excessivo (com coágulos, uso de absorventes noturnos durante o dia, “acidentes”, etc).

 

Consideramos um ciclo normal aquele que varia entre 25 e 35 dias.

 

Quando o sangramento torna-se mais freqüente ou em maior quantidade, temos de fazer algo, pois a menstruação é a causa MAIS IMPORTANTE de ANEMIA na mulher.

 

Além disso, as conseqüências psicológicas do sangramento excessivo são bastante importantes.

 

Causas

 

Entre as causas mais freqüentes de sangramento excessivo, encontram-se:

Hormonais: os primeiros dois anos da 1ª menstruação, pré-menopausa, alterações tireoidianas, ovarianas, emagrecimento / aumento repentino de peso, etc

Medicamentos: diversos medicamentos podem alterar o fluxo menstrual, como antidepressivos, inibidores de apetite, hormônios, etc;

Anatômicas: Miomas, Pólipos endometriais, Cistos ovarianos, uso de DIU não hormonal, etc

Stress ou Funcionais: há variação no estímulo do sistema nervoso sobre praticamente toda a produção hormonal, incluindo sobre os ovários e, conseqüentemente, sobre o funcionamento uterino

 

Como investigar?

 

Na investigação das causas do sangramento, alguns exames são obrigatórios, como a ultrassonografia pélvica (transvaginal ou não) e dosagens hormonais (estas têm dia certo do ciclo para serem feitas, do contrário podem resultar completamente inúteis).

 

Outros exames complementares também podem ser necessários, como coagulograma, hemograma, histeroscopia, ressonância magnética, etc.

 

O que fazer?

 

A partir da definição de causa anatômica (mioma ou outra causa local de sangramento) ou funcional, precisamos estabelecer alguma conduta para melhorar o sangramento.

Isto varia de acordo com as expectativas da mulher, como desejo de gestação (imediato ou futuro), idade, outros problemas de saúde associados, intensidade do sangramento, etc.

 

Antiinflamatórios durante a menstruação:

Além de diminuir eventuais cólicas, também atuam na coagulação sanguínea, permitindo que seja eliminado apenas o endométrio, bloqueando os vasos sanguíneos da parede uterina que estejam sangrando além do necessário;

São boas opções, ao menos como primeira tentativa de tratamento, ou então associados a outras terapêuticas.

 

Tratamentos hormonais:

Podem ser ou não anticoncepcionais, e servem para diminuir a espessura do endométrio, conseqüentemente, diminuindo a quantidade de fluxo menstrual;

Devem ser usados com grande cautela, especialmente em mulheres tabagistas,com idade maior, ou com risco cardiovascular aumentado.

 

Dispositivo intra-uterino liberador de hormônio :

É um DIU especial, que libera uma pequena quantidade de progesterona apenas dentro do útero.

Neste, é praticamente desprezível a quantidade de hormônio na circulação, mantendo as funções hormonais, incluindo ovulação, praticamente intactas.

Isto diminui consideravelmente a espessura do endométrio, diminuindo e até suspendendo o sangramento menstrual (lembrando que outras funções hormonais ficam inalteradas).

Em relação à eficácia contra gestação, é equivalente à laqueadura tubárea, com a diferença que o retorno à fertilidade é imediato após sua retirada.

 

Cirurgias:

Depende da causa do sangramento e do desejo de gestação futuro, e varia entre:

Histeroscopia: procedimento sem cortes, entramos no útero, pela vagina, com um aparelho acoplado a uma câmera, que faz uma “limpeza” do endométrio, diminuindo o sangramento. Há a opção da curetagem uterina (sem câmera, “raspando a cavidade”), porém com resultados um pouco inferiores;

Laparoscopia: entramos na cavidade abdominal através de pequenos orifícios no umbigo e parte baixa da barriga, e retiramos, por exemplo, miomas, cistos ovarianos e até o próprio útero em alguns casos (esta última é uma opção cada vez menos necessária).

Laparotomia: É a cirurgia convencional, em geral utilizando uma abertura equivalente à da cesárea. Também vem sendo substituída cada vez mais por procedimentos menos invasivos.

 

Resumindo

 

Assim, as principais opções de tratamento são:

         Antiinflamatórios durante a menstruação;

         Tratamento Hormonal (anticoncepcional ou não);

         Dispositivo intra-uterino liberador de hormônio local;

         Cirurgia

 

Reforço, mais uma vez, que tudo isso deve ser totalmente individualizado, as causas do sangramento, investigadas, e, é claro, devemos considerar a mulher como um todo, com seus riscos totalmente avaliados.

 

 

Conclusões

 

Assim, o mais importante é prestar atenção ao seu padrão menstrual, lembrando das conseqüências do sangramento excessivo, como a anemia.

 

Muitas mulheres, já acostumadas a sangrar em abundância na menstruação, acreditam que este seja o seu “normal”, e acabam deixando de lado um problema sério, com conseqüências importantes (físicas e sociais), sendo que hoje em dia há muitas opções terapêuticas disponíveis bastante simples e muito interessantes.

 

 

Conclusão final:

 

Observe-se, conheça-se, e procure ajuda caso tenha dúvidas ou se achar que sua menstruação está além do normal.

 

 

Um grande abraço,

 

Dra Alessandra Bedin

 

 

Agendamento de consultas: 3848-9208 / 2151-3208


 

 
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